sexta-feira, 7 de março de 2008

Valentina

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O país que eu carrego no ombro diz pouco de mim
A pele , o cabelo , as cicatrizes dizem pouco de mim
Talvez seja o andar , calejado e desconfortável que diga mais que um pouco sobre mim
Ainda não me cabe o corpo , ainda choro a minha própria ausência

E me sinto só porque me abandono todos os dias
Projeto em vários rostos as pessoas que amo
Carrego no peito a covardia de quem não sabe amar, acarinhar e acolher
Tenho todos esses sentimentos violentos e frustrados
De um extremo a outro, o reflexo de tudo é solidão e nostalgia
Talvez o desejo de morte .

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Sucção (?!?)

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Muda o dia em agudo constante
Segue o mar , o caos , meu quebrante.

São as taças de vinho, o fumo de piteira

Uma alegria
Um bem me quer queira ou não queira.
É toda necessidade abstrata, taciturna
É toda valsa de camerata de dançarina moribunda


É o olhar no espelho , indiferença gaia

É o amor que me afoga no chuveiro e me banha na praia .


São todas as vezes que sofro á vaidade
Ajoelhada (sempre) sorrindo ao maior,
É o esquecimento infantil

Toda a minha burrice,meu sexo vil.


Conjunto de fatores hibrido , apático....

Uma vitrola rodando e
o vento soprando e a chuva chorando.. .
A menina perdida
na passividade agressiva.
Fere.

Mata.

Perde.
Ácida . . . Toda corrosiva.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Prelúdio da Dor

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Mas é como se minha vida estivesse toda curada e morrese á falta de chagas.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Jogo Hermético

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No lado B
Do lado , b^.
Á o lado B.
Só 1 lado b^.
b^,1 lado Só.
Á No lado Só b^.
ÁNolado b^ Só.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Rubra

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Não , seu desejo não envelheceu com o tempo.
Mulher de carne e osso, procura carne e osso
Aconchego permanente encontra num homoplata
Num côncavo de costela.

Se vestiu com pêlos de lobos e
Entregaram a ela o dom de todos os lábios amantes.
Sutilezas a perfumaram.

A fogueira reacendeu pela dança das brasas.

Assopra , bem debaixo de seu queixo
As notas ,o compasso do intento imoral,
A entrega o teu corpo
E conjuga-a em ardencia, em favores orais

Depois deixa-a
sozinha
Serás a Dona ,a Legítima ,
Vá .

Aceita toda ausência
O milagre que necessita
Dela não nascerá
Cogite os seus desejos, cumpra-os
E na próxima noite
Ela o habitará.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Sanidade Bachiana

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Essa ânsia de expurgar todo o fel contido
Brasas em lume , mal reprimido
Esbravejar com toda treva minha
Cerrar os punhos contra essa agonia

E prevaricar contra todo deus
Duvidar do fracassado Eu
Temer á legítima fúria
Ah! Me deleitar nas vozes da lamúria

Até beijar ferida,acalmando com os dedos o sangue a jorrar
Gargalhar de cada poema quase legível , abandonado
Apontar que o poeta é torto e é um puto e é safado

Já não temo. A sirene se aproxima . . .
Humano e insano! Longe e perto da morte é sorte
Troco a indumentária e recorro á branca-camisa da rima.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Integridade

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??
!
Só assim , bem dentro de mim
Tudo se conceberá , realizará
Não á temática incursiva , indecisa

O tempo é hoje
Meu amanhã é virgem , posto que nada o tocará
Nem eu , na fecunda vontade de o possuir
Acalmo os atenuantes da fôrma

Não me pré-ocupo da carga vindoura
Que seja , pesada, leve,ou que irá ressoar
Nada da criança me afastará
O tempo , seu poder, afundam

Me persignam os santos , os putos
Na redoma , na bolha , no meu olvido
São o absinto , o amor ao Eu

O destino , o acaso,
Abnegação e construção
Aceno o mundo á integridade ....

O requerirá ?




Aceite leitor a dúvida ,e perceba-se da essência do pobre poeta ,cheia de ambiguidades. Como possivelmente é a tua ...