Por Ingrid Thomas 07/04/2009
O AUTOR NO MERCADÃO REUNE JORNALISTAS E COMEMORA O DIA DA CLASSE
O Mercado Municipal de São Paulo foi palco da primeira edição do projeto “ O autor no mercadão". O evento que ocorreu no último domingo foi realizado através de uma parceria entre a RENOME (Associação de Renovação do Mercado Municipal Paulistano), e o projeto “O autor na praça”. A primeira edição teve como tema, a comemoração do Dia Nacional do Jornalista, que será na próxima terça-feira.
A iniciativa é resultado de um trabalho que já existe há dez anos. O coordenador do projeto, Edson Lima, conta que a idéia foi fruto de um outro evento que é realizado quinzenalmente na praça Benedito Calixto , chamado “O autor na praça”. Para Edson, a empreitada remonta um cenário político e engajado, cenário esse, quase apagado em São Paulo : “Essa iniciativa tem como função valorizar a história de São Paulo e incentivar o paulistano a programas mais culturais.” De acordo com ele, escolher o Mercadão foi trazer mais identidade ao evento e relembrar o contexto histórico da cidade.
O evento que teve início as 12h, contou com a abertura da orquestra ”Lua Nova” de Socorro, interior paulista. Após a abertura foi iniciada a tarde de autógrafos com os jornalistas presentes.
Tarde de autógrafos
A bancada contou com repórteres renomados no meio jornalístico. Entre os presentes estavam: Audálio Dantas com o livro O Chão de Graciliano Ramos; José Hamilton Ribeiro com os livros O Repórter do Século, O Gosto da Guerra, Música Caipira e Tropeiros: Diário de uma Marcha; Ricardo Kotscho com os livros Do Golpe ao Planalto, uma vida de repórter, Uma vida nova e feliz... sem poder, sem cargo, sem carteira assinada, sem crachá...; Guilherme Azevedo com o livro As Aventuras de Alencar Almeida; Flávio Carrança com o livro Espelho Infiel, o negro no jornalismo brasileiro; Iva Oliveira com o livro A Força da Fé; Lucius de Mello com os livros Eny e o Grande Bordel brasileiro, A Travessia da Terra vermelha e Mestiços da Casa velha. O clima era bastante descontraído e os jornalistas falaram sobre temas polêmicos.
A censura e a obrigatoriedade do diploma
“Aceitar a censura nunca”, afirma o jornalista e escritor, Audálio Dantas. Para ele o que há nos meios de comunicação de massa é a censura econômica, que varia de acordo com a direção do veículo. Nesse tipo de censura, segundo o jornalista, existe um direcionamento do conteúdo e da essência da matéria. Ele diz ainda que a função do jornalista é um compromisso ético, e faz referência a cláusula da concensura, vigente na Europa, que legitima como direito a isenção de assinatura do jornalista, caso a essência da matéria seja modificada pelo veículo.
O ex-assessor da presidência e repórter há mais de quarenta anos, Ricardo Kotscho, defende uma postura mais enérgica do jornalista: "A censura que eu sofri foi em 67, no Estadão. O que existe hoje é a auto-censura do jornalista, e dos interesses próprios das empresas. Eu jamais admiti a censura e nem por isso fui mandado embora, eu sempre demiti as empresas”. E completa: “O pessoal está acomodado. No jornalismo você tem que brigar por tudo, a vida do jornalista é brigar, é ir sempre até o limite." Em relação á obrigatoriedade do diploma, ele que não tem formação acadêmica, conta: "Fui jubilado no ECA e minha mãe não teve o prazer de me ver formado. Eu defendo um exame como o da OAB, para que o profissional tenha acesso a profissão, senão vira casa de ninguém, e avacalha o jornalismo.” Um dos entrevistados, Lucius de Mello, redator do programa Hoje em Dia da Rede Record, vai além: "O poder político é refém do econômico. O jornalista precisa transitar em uma linha tênue pra que não sofra censura”, disse, fazendo referência a vulnerabilidade - leia- se risco de demissão- do jornalista no mercado de trabalho.
O debate
A discussão foi moderada pelo editor do Jornalirismo, Guilherme Azevedo. Os temas abordados foram a revolução digital, a liberdade de imprensa e a função do jornalista na sociedade. O jornalista José Hamilton Ribeiro de 76 anos, que há cinquenta e dois anos atua na profissão foi bastante celebrado e protagonizou os melhores momentos do debate. Ele afirmou que o brasileiro tem um desconhecimento da própria identidade, e que os meios de comunicação não valorizam o “Brasil rural”. Para ele, o homem rural tem pouco incentivo de crédito do governo e pouca relevância na mídia: "A grande imprensa não conhece o Brasil, principalmente o campo. Existe hoje, uma grande atenção com o urbano e um esquecimento desastroso com o meio rural”, afirma Zé Hamilton, como é chamado pelos colegas.
Um dos ápices do debate foi a discussão sobre o advento da internet como ferramenta no trabalho jornalístico. A bancada foi enfática ao afirmar que qualquer um pode “fazer jornalismo”, e que hoje em dia é preciso ter cuidado com essa tecnologia. Para o repórter especial do programa Globo Rural, Zé Hamilton, essa liberdade dá margem á desvalorização dos bons profissionais: “Hoje qualquer cabeça de bagre põe o que ele quiser na internet”, disse fazendo referência aos pseudo-jornalistas da web.
O debate teve momentos de descontração principalmente quando a bancada foi questionada sobre "o porquê continuar na profissão”. As respostas formaram um elo entre o bom-humor e a paixão pelo ofício: ”O jornalismo é a melhor profissão pra se sair a tempo”, brincou Zé Hamilton. Para Kostcho, é uma questão de sobrevivência: “Eu não saberia fazer outra coisa da vida que não fosse ser um jornalista.”
O evento também contou com a presença do presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Guto Camargo, que louvou a iniciativa e convidou os estudantes presentes para aderirem ao movimento da categoria.
p.s.: Foi um trabalho que exigiu dois esforços grandes de minha parte: transcrever as milhares de páginas anotadas no meu bloco e vencer minha auto-crítica.
Dedico esse texto á Ana. Obrigada por revisá- lo com carinho, pela paciência e pela compania durante as entrevistas.
Creio que a reportagem deve ter falhas- minhas- e vou mantê-las. Ainda não quero desenvolver as úlceras pertinentes á profissão.
Mostrando postagens com marcador Pequeno historiador diário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pequeno historiador diário. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 8 de abril de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Profissão: Paixão - Parte I
Ah, queria contar a vocês tantas coisas.Principalmente quero falar do curso.
A Metodista modificou neste ano os módulos de ensino com um lema que, resumido, é mais ou menos assim: Jornalista é multi-meios.
Pois bem, neste semestre estou tendo aulas de rádio/ tevê, e MEO DEOS, como é incrível a "cozinha" destes formatos.Na última quinta,26, fiz minha primeira apresentação de um programa de rádio.O texto que narrei foi composto por mim, e como éramos um trio, os outros dois colegas redigiram e narraram os seus respectivos textos.
Pra começar, na semana anterior teríamos como pauta escolher um tema, individualmente e posteriormente, fazer uma reportagem sobre ele.Não sei por quê cargas-d'água eu escolhi ECONOMIA...e corajosa que sou, me lancei por entre deflação, superávit,investimento,cotação etc.
Minha notícia foi sobre a baixa no barril de petróleo e uma possível queda nos preços da gasolina.
p.s1.: Caro leitor, sejamos coerentes!Com a baixa do barril de petróleo a gasolina deveria cair e não subir como vem ocorrendo, certo ?Errado. A Petrobrás é quem lidera o setor no Brasil- absoluta-,e por conta de incentivar o superávit, o governo atual não altera, tampouco é enérgico quanto a alteração de preços, cedendo assim ao preço imposto por ela.Questões tupiniquins que, melhor dizendo, são T U P I N I Q U I N S.Assim sendo, estamos subordinados á torcer pra que suas finanças se estabilizem, e a S/A nos faça o favor de abaixar os preços.p.s2.: Como vem ocorrendo em todo o mundo, menos no Brasil.
Agora que você já está ambientado com a informação, vou transcrever abaixo os takes do programa com a notícia na íntegra:
LAUDA DE RÁDIO
Redator: Ingrid Thomas Data: 26.03.2009
Retranca: Preço da Gasolina Programa: Jornal da Metodista
Validade : Hoje Tempo : 40´
Fonte: G1
+ Banco Central reafirma que preço da gasolina pode cair este ano
+ O Comitê de Política Monetária (COPOM), informou em sua reunião que não descarta a hipótese de redução no preço do combustível.
+O orgão afirma que a deflação do petróleo pode contribuir para a diminuição da gasolina no país.
+A reunião ocorreu quando os juros básicos caíram de um vírgula cinco ponto percentual, para onze vírgula vinte e cinco por cento ao ano.
+O presidente Lula disse que qualquer alteração depende de uma avaliação nas finanças da Petrobrás.
+Ele afirma ainda que isso não está em discussão, fazendo referência a importância do superávit primário.
......................................
Este foi o meu texto.
Quando cheguei ao estúdio me senti meio "tô com meda"...rs.Entrei junto com dois colegas.Na cabine acústica continham : uma bancada, três microfones e três cadeiras. Me sentei e como eu era a Locutora 1, cabia a mim abrir o jornal e dar início ao programa.Coloquei o fone no ouvido, o técnico de som rodou a vinheta, e meu coração batia num ritmo epilético."Ao meu sinal você abre" disse ele.Eu , óbvio, pensei: F o d e u u u !rs
Pois eu abri, não gaguejei, tive uma ótima empostação de voz e de tom (milagre pra essa voz desafinada), fiz com destreza cada take, as passagens ( que são aquelas nas quais falamos do tempo, das horas) e a finalização do programa também. Saí de lá, e á porta estavam dois colegas que ouviram e me elogiaram. Ah, pensa...eu inflei !
O fato é que diante disso tudo, eu sinto um feeling que corre na veia pra esse negócio. Puxa vida, como eu amo cada pedacinho dessa ciência, dessa profissão tão linda.Penso em como é bom nascer com vocação e saber dela.Eu tenho esse prazer -que é de poucos.
Cheguei em casa e reapresentei o jornal á Ana, minha grande incentivadora- e crítica,por que ela me esfola vez em s e m p r e -, e depois á minha família, que acredita em mim, apesar dessa voz horrível.Voz essa que foi muito E L O G I A D A.
p.s3.: Só retifiquei o elogio á minha voz por que alguns amigos músicos me alopram, dizendo que eu tenho o "dom de desafinar".Certifico a vocês, caros cantores, que meu dom pode não ser lúdico e sensível como o de vocês, e não o é.Mas a informação precisa de uma voz com paixão e certeza e nisso minha nota foi 10.
Um beijão a todos.
Guigui
A Metodista modificou neste ano os módulos de ensino com um lema que, resumido, é mais ou menos assim: Jornalista é multi-meios.
Pois bem, neste semestre estou tendo aulas de rádio/ tevê, e MEO DEOS, como é incrível a "cozinha" destes formatos.Na última quinta,26, fiz minha primeira apresentação de um programa de rádio.O texto que narrei foi composto por mim, e como éramos um trio, os outros dois colegas redigiram e narraram os seus respectivos textos.
Pra começar, na semana anterior teríamos como pauta escolher um tema, individualmente e posteriormente, fazer uma reportagem sobre ele.Não sei por quê cargas-d'água eu escolhi ECONOMIA...e corajosa que sou, me lancei por entre deflação, superávit,investimento,cotação etc.
Minha notícia foi sobre a baixa no barril de petróleo e uma possível queda nos preços da gasolina.
p.s1.: Caro leitor, sejamos coerentes!Com a baixa do barril de petróleo a gasolina deveria cair e não subir como vem ocorrendo, certo ?Errado. A Petrobrás é quem lidera o setor no Brasil- absoluta-,e por conta de incentivar o superávit, o governo atual não altera, tampouco é enérgico quanto a alteração de preços, cedendo assim ao preço imposto por ela.Questões tupiniquins que, melhor dizendo, são T U P I N I Q U I N S.Assim sendo, estamos subordinados á torcer pra que suas finanças se estabilizem, e a S/A nos faça o favor de abaixar os preços.p.s2.: Como vem ocorrendo em todo o mundo, menos no Brasil.
Agora que você já está ambientado com a informação, vou transcrever abaixo os takes do programa com a notícia na íntegra:
LAUDA DE RÁDIO
Redator: Ingrid Thomas Data: 26.03.2009
Retranca: Preço da Gasolina Programa: Jornal da Metodista
Validade : Hoje Tempo : 40´
Fonte: G1
+ Banco Central reafirma que preço da gasolina pode cair este ano
+ O Comitê de Política Monetária (COPOM), informou em sua reunião que não descarta a hipótese de redução no preço do combustível.
+O orgão afirma que a deflação do petróleo pode contribuir para a diminuição da gasolina no país.
+A reunião ocorreu quando os juros básicos caíram de um vírgula cinco ponto percentual, para onze vírgula vinte e cinco por cento ao ano.
+O presidente Lula disse que qualquer alteração depende de uma avaliação nas finanças da Petrobrás.
+Ele afirma ainda que isso não está em discussão, fazendo referência a importância do superávit primário.
......................................
Este foi o meu texto.
Quando cheguei ao estúdio me senti meio "tô com meda"...rs.Entrei junto com dois colegas.Na cabine acústica continham : uma bancada, três microfones e três cadeiras. Me sentei e como eu era a Locutora 1, cabia a mim abrir o jornal e dar início ao programa.Coloquei o fone no ouvido, o técnico de som rodou a vinheta, e meu coração batia num ritmo epilético."Ao meu sinal você abre" disse ele.Eu , óbvio, pensei: F o d e u u u !rs
Pois eu abri, não gaguejei, tive uma ótima empostação de voz e de tom (milagre pra essa voz desafinada), fiz com destreza cada take, as passagens ( que são aquelas nas quais falamos do tempo, das horas) e a finalização do programa também. Saí de lá, e á porta estavam dois colegas que ouviram e me elogiaram. Ah, pensa...eu inflei !
O fato é que diante disso tudo, eu sinto um feeling que corre na veia pra esse negócio. Puxa vida, como eu amo cada pedacinho dessa ciência, dessa profissão tão linda.Penso em como é bom nascer com vocação e saber dela.Eu tenho esse prazer -que é de poucos.
Cheguei em casa e reapresentei o jornal á Ana, minha grande incentivadora- e crítica,por que ela me esfola vez em s e m p r e -, e depois á minha família, que acredita em mim, apesar dessa voz horrível.Voz essa que foi muito E L O G I A D A.
p.s3.: Só retifiquei o elogio á minha voz por que alguns amigos músicos me alopram, dizendo que eu tenho o "dom de desafinar".Certifico a vocês, caros cantores, que meu dom pode não ser lúdico e sensível como o de vocês, e não o é.Mas a informação precisa de uma voz com paixão e certeza e nisso minha nota foi 10.
Um beijão a todos.
Guigui
Assinar:
Postagens (Atom)

