Não , seu desejo não envelheceu com o tempo.
Mulher de carne e osso, procura carne e osso
Aconchego permanente encontra num homoplata
Num côncavo de costela.
Se vestiu com pêlos de lobos e
Entregaram a ela o dom de todos os lábios amantes.
Sutilezas a perfumaram.
A fogueira reacendeu pela dança das brasas.
Assopra , bem debaixo de seu queixo
As notas ,o compasso do intento imoral,
A entrega o teu corpo
E conjuga-a em ardencia, em favores orais
Depois deixa-a
sozinha
Serás a Dona ,a Legítima ,
Vá .
Aceita toda ausência
O milagre que necessita
Dela não nascerá
Cogite os seus desejos, cumpra-os
E na próxima noite
Ela o habitará.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Sanidade Bachiana
Essa ânsia de expurgar todo o fel contido
Brasas em lume , mal reprimido
Esbravejar com toda treva minha
Cerrar os punhos contra essa agonia
E prevaricar contra todo deus
Duvidar do fracassado Eu
Temer á legítima fúria
Ah! Me deleitar nas vozes da lamúria
Até beijar ferida,acalmando com os dedos o sangue a jorrar
Gargalhar de cada poema quase legível , abandonado
Apontar que o poeta é torto e é um puto e é safado
Já não temo. A sirene se aproxima . . .
Humano e insano! Longe e perto da morte é sorte
Troco a indumentária e recorro á branca-camisa da rima.
Brasas em lume , mal reprimido
Esbravejar com toda treva minha
Cerrar os punhos contra essa agonia
E prevaricar contra todo deus
Duvidar do fracassado Eu
Temer á legítima fúria
Ah! Me deleitar nas vozes da lamúria
Até beijar ferida,acalmando com os dedos o sangue a jorrar
Gargalhar de cada poema quase legível , abandonado
Apontar que o poeta é torto e é um puto e é safado
Já não temo. A sirene se aproxima . . .
Humano e insano! Longe e perto da morte é sorte
Troco a indumentária e recorro á branca-camisa da rima.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Integridade
??
!
Só assim , bem dentro de mim
Tudo se conceberá , realizará
Não á temática incursiva , indecisa
O tempo é hoje
Meu amanhã é virgem , posto que nada o tocará
Nem eu , na fecunda vontade de o possuir
Acalmo os atenuantes da fôrma
Não me pré-ocupo da carga vindoura
Que seja , pesada, leve,ou que irá ressoar
Nada da criança me afastará
O tempo , seu poder, afundam
Me persignam os santos , os putos
Na redoma , na bolha , no meu olvido
São o absinto , o amor ao Eu
O destino , o acaso,
Abnegação e construção
Aceno o mundo á integridade ....
O requerirá ?
Aceite leitor a dúvida ,e perceba-se da essência do pobre poeta ,cheia de ambiguidades. Como possivelmente é a tua ...
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Chôro pra Embalar Menino
Ainda terreno, assume um deus o menino
Certo de sua lúgubre vocação
Será devorado , enquanto pequenino
Não há direito pra rebento do sertão
Mundo vário , descaso pleno
Pode esse deus , ser assim Supremo ?
Ouvirá a oração
Do menino com sangue nos pés ,caído no chão?
Toda a chaga, benção será
Pro menino que a fé há de levantar
Sertanejo duro , teimoso
Não lhe abraça a morte
Sendo este o sentido da prece
No deus, o Todo Milagroso.
Certo de sua lúgubre vocação
Será devorado , enquanto pequenino
Não há direito pra rebento do sertão
Mundo vário , descaso pleno
Pode esse deus , ser assim Supremo ?
Ouvirá a oração
Do menino com sangue nos pés ,caído no chão?
Toda a chaga, benção será
Pro menino que a fé há de levantar
Sertanejo duro , teimoso
Não lhe abraça a morte
Sendo este o sentido da prece
No deus, o Todo Milagroso.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Pára-Tempo
Pára- raio , para-brisa
Pára-doxo de Luiza
Pára-peito , para-lítico
Observa-o, tísico
Pára -Mãe, orgulho de cria
Pára-Pai ,crescer de agonia
Pára-Tia , um belo dia
Pára-Vó , carinho de dó
Pára-Hora ,leve demora
Pára-Segundo, suspiro do mundo
Pára-Decadência, molejo de Ascendência
Pára-Eu , tempo é assim
Pássa-Tempo , Roda-Viva
Vida-Dispára , Cura-Ferida
Pára-doxo de Luiza
Pára-peito , para-lítico
Observa-o, tísico
Pára -Mãe, orgulho de cria
Pára-Pai ,crescer de agonia
Pára-Tia , um belo dia
Pára-Vó , carinho de dó
Pára-Hora ,leve demora
Pára-Segundo, suspiro do mundo
Pára-Decadência, molejo de Ascendência
Pára-Eu , tempo é assim
Pássa-Tempo , Roda-Viva
Vida-Dispára , Cura-Ferida
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Soneto do Desespero
Ajuda-me, a reviver-te homem
Como quem tu és,
Vindo sedento e espancado
De outras marés
Ensina-me, a falar-te homem
Sendo baixo e forte , nunca vil
Movendo-te o coração
Como a paixão que te causa arrepio
Sinta-me, a lamber-te homem
Como quem engole toda seiva , todo leite
Fazendo meu alimento as idéias de tua mente
Condena-me, a amar-te homem
Sendo os teus dias, as estações do ano
Florindo a tua chuva nos veraneios de outono.
Como quem tu és,
Vindo sedento e espancado
De outras marés
Ensina-me, a falar-te homem
Sendo baixo e forte , nunca vil
Movendo-te o coração
Como a paixão que te causa arrepio
Sinta-me, a lamber-te homem
Como quem engole toda seiva , todo leite
Fazendo meu alimento as idéias de tua mente
Condena-me, a amar-te homem
Sendo os teus dias, as estações do ano
Florindo a tua chuva nos veraneios de outono.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Elegia para elefantes e amigos
Me acenam agora os carros
No mar de geringonça metalizada
O céu nesse prelúdio de chuva
E eu cá , itinerante perdido em toda rua (lacuna)
. . . . . . .
Os transeuntes que aqui passam
Flutuam como flamingos
Se este dia mergulhado em sol amarelo estivesse
Chamaria-o de domingo
. . . . . .
A caneta me punha , e transcrevo a constelação de idéias que aqui percebo
No chão duro, e espesso de caos concreto
Povo que pisa sofrido e valente
Enxerga no asfalto : Todo mar , pura brisa
. . . . .
Elegia de elefantes e amigos
Não sei por onde , tais serão absorvidos
Na manada paquiderme , da fêmea que conduz com doçura
Sua cria faminta na savana , devorando folhas de pouca lisura
. . . .
Os amigos esse eu os enovelo
Com pouco e ardente tilintar de elo
Passam , na leveza de formigas na parede
Levando em miúdos a essência do dia : Este
. . .
Abraça-os , cada um , comendo o que pouco (muito) me dão
Segue a vida nesta avenida
De muitos que ficam
E justo hoje tantos se vão .
. .
Foram .
Fui
No mar de geringonça metalizada
O céu nesse prelúdio de chuva
E eu cá , itinerante perdido em toda rua (lacuna)
. . . . . . .
Os transeuntes que aqui passam
Flutuam como flamingos
Se este dia mergulhado em sol amarelo estivesse
Chamaria-o de domingo
. . . . . .
A caneta me punha , e transcrevo a constelação de idéias que aqui percebo
No chão duro, e espesso de caos concreto
Povo que pisa sofrido e valente
Enxerga no asfalto : Todo mar , pura brisa
. . . . .
Elegia de elefantes e amigos
Não sei por onde , tais serão absorvidos
Na manada paquiderme , da fêmea que conduz com doçura
Sua cria faminta na savana , devorando folhas de pouca lisura
. . . .
Os amigos esse eu os enovelo
Com pouco e ardente tilintar de elo
Passam , na leveza de formigas na parede
Levando em miúdos a essência do dia : Este
. . .
Abraça-os , cada um , comendo o que pouco (muito) me dão
Segue a vida nesta avenida
De muitos que ficam
E justo hoje tantos se vão .
. .
Foram .
Fui
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