Sim, livre sou agora.
Agora sim, sou livre.
Livre sim, agora sou.
Voa, Voa , Voa
Ventos nos cabelos ?
Não. É a vida soprando boas novas.
...As ondas de ar bailam em meu sorriso estampado.
E é tão leve, tão puro.
Frescor.
Ah ,de vida.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Aba, Aba
Estou no campo de rosas
Tão desejado, tão querido
Ele é pomar, é aroma doce
Primavera sopra nele a paz que eu preciso.
Pensava que chegar nessa felicidade
Era defrontar a morte e sua solidez assustadora
Era um mal-me-quer necessário, um valei-me de chagas
E não, a morte só traz a sua essência fria de morte
Tenho o peito cheio de agradecimentos, cheio de sorriso
A minha carência de vida, era carência de poder ser verdade
E agora, cá estou confluindo o ser e as coisas
As coisas nada mais são
Que o menos de mim
Dividido em fragmentos espalhados , tal qual cacos de espelho
Brilhando cada um seu ângulo, seu reflexo
Legitimando TODOS os caminhos ,TODAS as verdades
Aba, Aba
Vasto mundo e eu cá, repleta de mim.
Vasto eu e eu cá, repleta de mundo.
Tão circunstancial ,como tão efêmera
Tão atemporal ,como tão perecível
Estende teu tempo sobre mim , oh Aurora!
Cubra minha face com teu brilho, no longo de uma vida
Permeia meu corpo de tua virgindade intocável e tenra
Que não hajam suspiros que justifiquem sua morte
Que não hajam lamentos de teu fim....
Sê pura como a manhã-filha tua- que despreende todo o homem de sua morte passageira
Que desperta-mãe acolhedora- a luz de outrora escondida.
Não as nuvens não me escondem mais.
O brilho nasce aqui e irradia.
Aba, Aba
Sabor anis tem tua alma.
Tão desejado, tão querido
Ele é pomar, é aroma doce
Primavera sopra nele a paz que eu preciso.
Pensava que chegar nessa felicidade
Era defrontar a morte e sua solidez assustadora
Era um mal-me-quer necessário, um valei-me de chagas
E não, a morte só traz a sua essência fria de morte
Tenho o peito cheio de agradecimentos, cheio de sorriso
A minha carência de vida, era carência de poder ser verdade
E agora, cá estou confluindo o ser e as coisas
As coisas nada mais são
Que o menos de mim
Dividido em fragmentos espalhados , tal qual cacos de espelho
Brilhando cada um seu ângulo, seu reflexo
Legitimando TODOS os caminhos ,TODAS as verdades
Aba, Aba
Vasto mundo e eu cá, repleta de mim.
Vasto eu e eu cá, repleta de mundo.
Tão circunstancial ,como tão efêmera
Tão atemporal ,como tão perecível
Estende teu tempo sobre mim , oh Aurora!
Cubra minha face com teu brilho, no longo de uma vida
Permeia meu corpo de tua virgindade intocável e tenra
Que não hajam suspiros que justifiquem sua morte
Que não hajam lamentos de teu fim....
Sê pura como a manhã-filha tua- que despreende todo o homem de sua morte passageira
Que desperta-mãe acolhedora- a luz de outrora escondida.
Não as nuvens não me escondem mais.
O brilho nasce aqui e irradia.
Aba, Aba
Sabor anis tem tua alma.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Lolita
Menininha conheceu Mulher
Andava sozinha desgarrada dela
Mulher chama Menininha com voz grave
Menininha se curva a ela
Menininha não quer crescer
Mulher afoga Menininha em lágrimas
Menininha desfalece
E Mulher só se faz nascer
Mulher é forte, indomável
Menininha era pura doçura
Mulher torna doce em fel, se crescendo na amargura
Mulher finge poder
E se torna como todas as outras, cheias de manias e esquisitices
Abandonada, no fim, só deseja Menininha e meninices.
Soneto de lágrimas
Eu era sombra dela
E pra espelho ganhei seu retrato
Eu tinha que ser ela
Tudo que fosse eu belo não era
E sofria contida
Escondida e perdida
Desejando ser outra
Pra ser amada
Mas chegou um tempo, calmo e ameno
Que trouxe a certeza do meu pouco valor
Me cortou milhões de vezes e me fez pura dor
Hoje o corte sangra aberto
O meu amor nele acabado mora
E ela a espreita, aguarda sua hora.
*Este soneto só foi possível
porque foi necessário.Nasceu entre lágrimas doídas e incontidas.
http://www.youtube.com/watch?v=213JkDhg1Fw&feature=related
Domigos é, pois Domingos diz.
E pra espelho ganhei seu retrato
Eu tinha que ser ela
Tudo que fosse eu belo não era
E sofria contida
Escondida e perdida
Desejando ser outra
Pra ser amada
Mas chegou um tempo, calmo e ameno
Que trouxe a certeza do meu pouco valor
Me cortou milhões de vezes e me fez pura dor
Hoje o corte sangra aberto
O meu amor nele acabado mora
E ela a espreita, aguarda sua hora.
*Este soneto só foi possível
porque foi necessário.Nasceu entre lágrimas doídas e incontidas.
http://www.youtube.com/watch?v=213JkDhg1Fw&feature=related
Domigos é, pois Domingos diz.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Azul
São sete letras teu nome
Sete cores do arco-íris
Em sete tons de azul teus olhos.
São sete dias da semana fundos e afogadores.
Maré alta de lua cheia.
O plural em singular.
Corpo vestindo tuas ondas em azul oceânico e profundo
Inda pouco distante de meu toque e tão desejoso dele.
Me acalmou pensar entre teus cílios
E desceu o aroma doce que só uma alma
A tua alma tem.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Primavera
Para Ana Lígia
As flores esperam o ano todo pra nascer na primavera
A natureza sabida deixa que se passem centenas de dias
até que - não se sabe mágica ou milagre- floresçam os primeiros brotos.
As raízes suportam -fortes e duras- o frio do inverno, a secura do verão e a morte do outono
E aí quando mais desolada e mais descrente
surge o primeiro ramo, o primeiro broto de cores
que pincela a memória e apaga os danos e ilusões que outras estações trouxeram consigo.
Primavera é tempo para amar, para acreditar
Primavera dura pouco e dura suficiente .
Traz a vontade de nela morrer e
Eternizar.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Laço em flor
P E T A L A
E L A
L A M B E
A M
A
B E I J A
PERTURBA
PISA MEU MUNDO.
O estado febril gerou desejo
E o amor nada mais é que febre
Queimando o branco dos dias, tornando reminiscencias do meu caos, pó.
Minha aliança são os cachos do teu cabelo agarrados á minha mão,
que não desenrolam
permanentes,
negros e
delicados.
E L A
L A M B E
A M
A
B E I J A
PERTURBA
PISA MEU MUNDO.
O estado febril gerou desejo
E o amor nada mais é que febre
Queimando o branco dos dias, tornando reminiscencias do meu caos, pó.
Minha aliança são os cachos do teu cabelo agarrados á minha mão,
que não desenrolam
permanentes,
negros e
delicados.
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