quarta-feira, 9 de abril de 2008

Estado da Guanabara

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Estado da Guanabra

eô

Povo , sorriso de 30 dentes

eô

Morro desce, nada na praia

Praia sobe e compra no morro

eô

Avião é aquele que voa (no chão)

Garota de Ipanema tem quase 60

Sei não

Pão de Açúcar demais adoçou

Fez sangue com mel,bala de mel,lágrima de mel ,

eô

CORAÇÃO DA JUSTIÇA

é mole , melaço, volátil ,

EN JO A TI VO

Estado da Guanabara

Cartão -Postal do Brasil

Terra de Maestro Jobim

Sorri ao mundo todo

Canta a sua Bossa

eô

MAS Povo está descalço

MAS o menino não tem Cartilha

-Camarada não esquente!

Em fevereiro tem CARNAVAL.

Eô

Salve o mar , a montanha e o povo

Salve o ESTADO de . . .
da Guanabara.

domingo, 6 de abril de 2008

Pungência

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Eu não vou me pintar para o mundo
e tambem não quero que ele me pinte.
Assumo eu, as rédias do carrossel
e não me arrependo enquanto girar
Sairei dele cambaleante.
Como aquela que há pouco pariu ____(vazio ,agudo,chôro e quarentena)
ainda com saliva neutra
delicada e sensivel á qualquer mudança sobre a lingua
sob a minha lingua.
Roubarei a tela
o pincel
e a aquarela.
Será o trinômio do nirvana:
A aceitação ,o caminho e a raça humana
então eu pertencerei a todo homem.
Serei o Alfa .
Serei Eva.
Multiplicarei nesse quando
todo o meu misticismo,
meu fetichismo
e meu lado bom , por que não (?).
Vou gotejar sobre as cabeças abandonadas
Idéias , sopros e CORAGEM.
Estarei nem pra cá e muito menos pra lá.
É a linha estreita
do MEIO
da circunferência
de toda paixão.
-EU NÃO ASSUMO
Onde eu não existo e não sorrio
Onde eu não moro.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Valentina

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O país que eu carrego no ombro diz pouco de mim
A pele , o cabelo , as cicatrizes dizem pouco de mim
Talvez seja o andar , calejado e desconfortável que diga mais que um pouco sobre mim
Ainda não me cabe o corpo , ainda choro a minha própria ausência

E me sinto só porque me abandono todos os dias
Projeto em vários rostos as pessoas que amo
Carrego no peito a covardia de quem não sabe amar, acarinhar e acolher
Tenho todos esses sentimentos violentos e frustrados
De um extremo a outro, o reflexo de tudo é solidão e nostalgia
Talvez o desejo de morte .

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Sucção (?!?)

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Muda o dia em agudo constante
Segue o mar , o caos , meu quebrante.

São as taças de vinho, o fumo de piteira

Uma alegria
Um bem me quer queira ou não queira.
É toda necessidade abstrata, taciturna
É toda valsa de camerata de dançarina moribunda


É o olhar no espelho , indiferença gaia

É o amor que me afoga no chuveiro e me banha na praia .


São todas as vezes que sofro á vaidade
Ajoelhada (sempre) sorrindo ao maior,
É o esquecimento infantil

Toda a minha burrice,meu sexo vil.


Conjunto de fatores hibrido , apático....

Uma vitrola rodando e
o vento soprando e a chuva chorando.. .
A menina perdida
na passividade agressiva.
Fere.

Mata.

Perde.
Ácida . . . Toda corrosiva.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Prelúdio da Dor

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Mas é como se minha vida estivesse toda curada e morrese á falta de chagas.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Jogo Hermético

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No lado B
Do lado , b^.
Á o lado B.
Só 1 lado b^.
b^,1 lado Só.
Á No lado Só b^.
ÁNolado b^ Só.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Rubra

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Não , seu desejo não envelheceu com o tempo.
Mulher de carne e osso, procura carne e osso
Aconchego permanente encontra num homoplata
Num côncavo de costela.

Se vestiu com pêlos de lobos e
Entregaram a ela o dom de todos os lábios amantes.
Sutilezas a perfumaram.

A fogueira reacendeu pela dança das brasas.

Assopra , bem debaixo de seu queixo
As notas ,o compasso do intento imoral,
A entrega o teu corpo
E conjuga-a em ardencia, em favores orais

Depois deixa-a
sozinha
Serás a Dona ,a Legítima ,
Vá .

Aceita toda ausência
O milagre que necessita
Dela não nascerá
Cogite os seus desejos, cumpra-os
E na próxima noite
Ela o habitará.