Este sonho aconteceu do dia 23/11/09 para o dia 24/11/09
...
Eu estou num ônibus com alguem que me faz compania. O caminho me lembra o Jardim Botânico_ caminho no qual passei quase dois anos indo para s.b.c. Na Metodista-.
De repente passamos num condomínio de prédios e vejo um homem atirado num canteiro florido.
Esse homem eu nunca conheci pessoalmente, mas sei o nome dele e de vez em quando leio seu blog.
Ele está caído e existem pessoas em volta. Ele se jogou. Ele se matou.
Mais adiante vejo uma moça desesperada se jogando no chão. Ela chora muito, ela sofre, a dor dela é comovente. É o retrato da tristeza profunda e da inconformidade. Penso: deve ser a mina do cara que se matou. O onibus dá a volta e já existe uma novena, com velas e muitas pessoas. Parece que ele é um cara cheio de amigos. A maioria é mulher. Existem poucos homens. Os únicos homens que me lembro são os homens que estão ao lado do corpo no canteiro florido. O canteiro é redondo.
Eu , de repente, entro dentro do condomínio e já assisto a cena do corpo estirado duma janela alta. Parece que estou em um apartamento. Ouço comentários de que essa já não é a primeira vez que o cara tenta se matar.Dizem algumas pessoas. Eu apenas ouço. Passam horas e o corpo permanece lá.
Existem outras duas moças que choram compulsivamente como a primeira. Me parece que ele tinha outras mulheres além daquela primeira.
Um dos amigos, um gordinho, sai correndo e pela primeira vez, deixa o cara sozinho e estirado. Ficam uns amigos envolta ainda, mas o gordinho parece ser o mais fiel e dedicado.
O corpo está duro, pelo menos é o comentário que eu ouço das pessoas. Afinal já se passaram muitas horas. O amigo gordinho volta. Num repente ele coloca o corpo de pé .O amigo parece meio revoltado e quando levanta o corpo do defunto , mostra uma atitude desesperada de salvá-lo . E salva. O corpo é colocado de pé , e mesmo meio torto , apoiado numa perna só, não cai. O cara não morreu. Ele está vivo. O gordinho aplica no pescoço do ex-morto uma injeção verde. Como se fosse adrenalina, ou qualquer coisa do tipo que o fizesse viver de novo.E parece que funciona.
Meio torto, meio manco e se arrastando sai o cara. A primeira mina_ a que mais se descabelva chorando _ o abraça e sai com ele. Ele apóia seu corpo sobre o dela e eles se vão, juntos.
...
Hoje, como todos os dias, entre no site de notícias "G1" da Globo, para acompanhar as informações do dia.
O homem do sonho foi baleado numa tentativa de assalto no espaço "Parlapatões". Seu estado é grave.
...
sábado, 5 de dezembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Estou envelhecendo
Passei tanta coisa, passei tanto de mim e passei tanto do ponto. Deste, daquele, do meu, da vida.Do ponto que eu deveria descer pra caminhar um pouco mais.
Não existem atividades literárias pra quem não ama mais segurar num lápis. Pra quem abandonou um caderno de cinco anos e se apaixonou pela vista deslumbrante de um computador. Nele posso ver o mundo. Nele cabe todo o mundo, toda a minha paz. Nele cabemos.
Que piada!
Lí um texto tão bonito, que me tocou tanto. Era sobre como os nãos que dizemos ao longo da vida custam um único sim que pode ser dito.
Pois bem, lá vou eu.
Dentro de mim, no mais íntimo, estão todas as palavras ansiosas por nascer e fazer morrer. Ansiosas para não frutificar – no sentido puro da poesia :esfacelar-, loucas pelo próximo tiro e pela próxima lágrima.
Ontem me nasceram tantas palavras e me neguei a ouví-las. “Sai de mim, poema sempre dito.”
Pensei : Maldito seja esse dia. E continuei.
Com quaantas palavras pode um poeta inteligente contar uma mesma história( sem que se mude uma só vírgula )?
Muitas.
Com quantas palavras pode um negligente contar uma mesma história ( sem que se mude uma só vírgula )?
Com nenhuma. O negligente apenas ignora tudo.
Não existem atividades literárias pra quem não ama mais segurar num lápis. Pra quem abandonou um caderno de cinco anos e se apaixonou pela vista deslumbrante de um computador. Nele posso ver o mundo. Nele cabe todo o mundo, toda a minha paz. Nele cabemos.
Que piada!
Lí um texto tão bonito, que me tocou tanto. Era sobre como os nãos que dizemos ao longo da vida custam um único sim que pode ser dito.
Pois bem, lá vou eu.
Dentro de mim, no mais íntimo, estão todas as palavras ansiosas por nascer e fazer morrer. Ansiosas para não frutificar – no sentido puro da poesia :esfacelar-, loucas pelo próximo tiro e pela próxima lágrima.
Ontem me nasceram tantas palavras e me neguei a ouví-las. “Sai de mim, poema sempre dito.”
Pensei : Maldito seja esse dia. E continuei.
Com quaantas palavras pode um poeta inteligente contar uma mesma história( sem que se mude uma só vírgula )?
Muitas.
Com quantas palavras pode um negligente contar uma mesma história ( sem que se mude uma só vírgula )?
Com nenhuma. O negligente apenas ignora tudo.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Ordem e Progresso
Um.
A liberdade se encontrou na modelagem.
Zíper.
Dois.
O tanque submete a mulher.
Três.
Um Homem submete qualquer mulher.
Quatro.
No tanque.
Cinco.
Cabelos são rédeas. Quadril a galope.
Seis.
Um.Um.Um.Um.Um.Um.
Sete.
Quando é bom não precisa de Dois.
Oito.
Coito.
Nove.
'Te amo, Vida, líquida esteira onde me deito.'
Dez.
Ordem e Progresso.
*Sábio Nelson Rodrigues.
*Sábia Hilda Hilst
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Redenção
Olha eu aqui. Fumando. Fu (A)mando.
Olha eu aqui. No melhor projeto da minha vida : me destruir.
Olha eu aqui. Tomando café.
Na verdade, olha eu aqui = bomba relógio. tic tac. vai explodir.
Olha eu aqui . Literatura homicida. Enjoo. Nojo. Raiva. Baratas. Ratos.
f r u s t r a ç ã o _______________ nas entrelinhas.
Ironizando o ato de viver.
O circo de viver.
O palhaço que eu não pinto mais no rosto.
Os palavrões que eu não falei.
Os socos que eu não dei.
A putaqueteopariu que eu nunca mandei.
Agora, ainda vivos e me cobrando sua execução.
Estou eu e o legado de dor que eu deixei dentro de mim.
Me cobrando, me matando, me tirando uns muitos pedaços diários.
As palavras ainda me ajudam.
Elas ainda são a ação possível.
Diante do mal, do caos e de mim.
Olha eu aqui. No melhor projeto da minha vida : me destruir.
Olha eu aqui. Tomando café.
Na verdade, olha eu aqui = bomba relógio. tic tac. vai explodir.
Olha eu aqui . Literatura homicida. Enjoo. Nojo. Raiva. Baratas. Ratos.
f r u s t r a ç ã o _______________ nas entrelinhas.
Ironizando o ato de viver.
O circo de viver.
O palhaço que eu não pinto mais no rosto.
Os palavrões que eu não falei.
Os socos que eu não dei.
A putaqueteopariu que eu nunca mandei.
Agora, ainda vivos e me cobrando sua execução.
Estou eu e o legado de dor que eu deixei dentro de mim.
Me cobrando, me matando, me tirando uns muitos pedaços diários.
As palavras ainda me ajudam.
Elas ainda são a ação possível.
Diante do mal, do caos e de mim.
sábado, 29 de agosto de 2009
Caminhada
Fumo desde os 17 anos e este hábito terrível fez com que eu criasse espaços de tempo para fumar em qualquer lugar.
Trabalho num shopping e ainda me resta uma área para fumar. Vou sempre ao mesmo lugar. Lá penso sobre a minha vida, meu presente, passado e futuro. À penas, penso.Construo o mosaico do existir com um cigarro entre os dedos,uma fumaça sobre a cabeça.E hoje não foi diferente, saí pra fumar.
Acendí meu cigarro, dei o primeiro trago e comecei a observar o fluxo de pessoas que vão e vem à minha frente, numa das entradas do shopping.
Um homem passa falando ao celular apressadamente, na mesma mão que o segura tem um chaveiro entrelaçado nos dedos. Um homem que corre à vida num compasso orgulhoso e prepotente. Logo atrás um menino de no máximo dois anos. Ele corre em seus pequenos passos para alcançá-lo. O menino usa sandálias amarelas, bermuda preta e uma camiseta com os dizeres : “nasci pra vencer''.
O homem a passos largos não se importa em olhar pra trás. O menino, obstinado, não se importa em buscá-lo numa corrida impossível para suas pequeninas pernas.
Vejo este homem percorrer mais ou menos vinte metros até que meus olhos não o alcancem mais. O menino é a última figura que vejo fazendo a curva , e desaparecem. Do meu olhar. Me questiono...que tenacidade é esse que move uma criança a perseguir o pai durante incansáveis minutos, sem sequer receber um olhar, um gesto para que continuasse? Que pai é esse que não olha pra trás e se compadece do esforço sobrenatural que seu bebê fazia para alcançá-lo?
Quantas vezes já corri atras de alguém que não me esperou ?Que não se compadeceu em perceber que a minha capacidade só chegava aos passos curtos? Quantas vezes já vesti a camiseta com a frase “nasci pra vencer'' em batalhas perdidas desde o primeiro passo?
E ainda mais, quando foi que tive essa determinação de ir em frente diante do desprezo e do abandono? E quantas vezes não diminuí o ritmo pra – numa atitude apaixonada e generosa- oferecer ajuda a quem se arrastava poucos metros atrás?
Trabalho num shopping e ainda me resta uma área para fumar. Vou sempre ao mesmo lugar. Lá penso sobre a minha vida, meu presente, passado e futuro. À penas, penso.Construo o mosaico do existir com um cigarro entre os dedos,uma fumaça sobre a cabeça.E hoje não foi diferente, saí pra fumar.
Acendí meu cigarro, dei o primeiro trago e comecei a observar o fluxo de pessoas que vão e vem à minha frente, numa das entradas do shopping.
Um homem passa falando ao celular apressadamente, na mesma mão que o segura tem um chaveiro entrelaçado nos dedos. Um homem que corre à vida num compasso orgulhoso e prepotente. Logo atrás um menino de no máximo dois anos. Ele corre em seus pequenos passos para alcançá-lo. O menino usa sandálias amarelas, bermuda preta e uma camiseta com os dizeres : “nasci pra vencer''.
O homem a passos largos não se importa em olhar pra trás. O menino, obstinado, não se importa em buscá-lo numa corrida impossível para suas pequeninas pernas.
Vejo este homem percorrer mais ou menos vinte metros até que meus olhos não o alcancem mais. O menino é a última figura que vejo fazendo a curva , e desaparecem. Do meu olhar. Me questiono...que tenacidade é esse que move uma criança a perseguir o pai durante incansáveis minutos, sem sequer receber um olhar, um gesto para que continuasse? Que pai é esse que não olha pra trás e se compadece do esforço sobrenatural que seu bebê fazia para alcançá-lo?
Quantas vezes já corri atras de alguém que não me esperou ?Que não se compadeceu em perceber que a minha capacidade só chegava aos passos curtos? Quantas vezes já vesti a camiseta com a frase “nasci pra vencer'' em batalhas perdidas desde o primeiro passo?
E ainda mais, quando foi que tive essa determinação de ir em frente diante do desprezo e do abandono? E quantas vezes não diminuí o ritmo pra – numa atitude apaixonada e generosa- oferecer ajuda a quem se arrastava poucos metros atrás?
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Tudo Novo de Novo
Uma expectativa nascida de dois pares de olhos. Projetadas num só. Eyes with lasers. É, foi mais ou menos assim.
Pois bem, estacionei em frente ao seu prédio e esperei você descer. Esse foi o dia que fizemos um mês ficando -pra mim-, e 'ficando' pra você. Do alto dos seus 1,70- pouca coisa maior que eu- vi um homem de paletó preto, calça jeans e tênis cinza. Nas mãos dele, um buquê de flores.
Pensei : Ineditismo e Deus.Caí,só que nos teus braços. Uns vinte olhares e meios sorrisos deram as mãos aos muitos selinhos e saímos pra nossa noite pagã. Como todas as outras.Onde os fracos não tem vez. Sorrimos sempre dessa piadinha nascida num motel barato ao estilo estadunidense.Que não se compreenda tudo. Fomos jantar. Eu, ele e as flores no banco de trás. De certo que elas deveriam estar fazendo comentários sobre nós. Isso não é devaneio.
Sempre me sinto deslocada com muita chiqueza e dessa vez não foi diferente. Um garçom ao pé da mesa, mais propriamente enchendo o meu prato todas as vezes que ele esvaziava. O garçom queria namorar com a gente. Asseyes vouz, garçon.Brincadeira. Na verdade era um escravo pago pra trabalhar de madrugada nesses empregos desleais. Provavelmente tinha raiva de estar ali. A mulher o esperava em casa e servir a um jovem casal deveria ser pedante.
Não me senti muito a vontade naquele lugar, embora a comida fosse ótima. O problema era só o serviço demasiado prestativo do garçon. Vou me ater a nós. Nós.Agora nascemos no plural.
No carro um abraço. No carro umas palavrinhas tímidas, que juntas, formaram isso que chamamos de frase e, nesse caso, pedido de namoro (ou intimação) : A partir de agora você é minha namorada.
Minha cabeça voou nas asas de um pássaro perdido, depois voltou, cambaleante : Eu quero, achei que você não fosse pedir! O desespero eufórico era , de fato, puro desespero. Eu sei do quê. Por quê pensou que eu não fosse pedir?, disse ele.Eu respondi algo muito inseguro e ele replicou: Pra mim a gente já tava namorando a muito tempo. Ufaaaaaaa. Ele quer isso de verdade, eu percebí. Então vamos.
Sendo ele o filho não nascido, mas escarrado o Chico Buarque – coisa que ele não suporta-, falou como o tal, dias à frente sobre Construção.Mas não era aquela letra famosa. O discurso soava como comida caseira, sabe? Parece ridículo dizer isso, mas era como se eu sentisse uma segurança duradoura, daquelas que só existem em almoços de domingo com a mesa cheia. ''Eu quero construir sonhos e buscar obejtivos em comum . Eu sei que com você vale a pena.'' Pôrra, que mulher não sonha com isso? Há quanto tempo eu espero por isso? Bom, é muito provável que eu esteja no caminho certo. Caso contrário, é mais um dos atraentes precipícios que beirei na vida.
O que eu sei de tudo isso é que tem muito a ver com o que eu sempre quis.O nós é muito presente nele e isso me cativa. O cuidado me cativa, a calma também. Conto os dias pra vê-lo novamente, numa espécie de '' fecundação de amor'' e que em breve, me engravidará.
Ele me encontrou/Eu tava por aí/Num estado emocional tão ruim/Me sentindo muito mal./Perdido, sozinho/Errando de bar em bar/Procurando não achar/Ele demonstrou tanto prazer/De estar em minha companhia/Que eu experimentei/Uma sensação/Que até então não conhecia/De se querer bem/De se querer quem se tem/E Ele me faz tão bem!/Que eu também quero/Fazer isto por ele...
Pra você, barba
Pois bem, estacionei em frente ao seu prédio e esperei você descer. Esse foi o dia que fizemos um mês ficando -pra mim-, e 'ficando' pra você. Do alto dos seus 1,70- pouca coisa maior que eu- vi um homem de paletó preto, calça jeans e tênis cinza. Nas mãos dele, um buquê de flores.
Pensei : Ineditismo e Deus.Caí,só que nos teus braços. Uns vinte olhares e meios sorrisos deram as mãos aos muitos selinhos e saímos pra nossa noite pagã. Como todas as outras.Onde os fracos não tem vez. Sorrimos sempre dessa piadinha nascida num motel barato ao estilo estadunidense.Que não se compreenda tudo. Fomos jantar. Eu, ele e as flores no banco de trás. De certo que elas deveriam estar fazendo comentários sobre nós. Isso não é devaneio.
Sempre me sinto deslocada com muita chiqueza e dessa vez não foi diferente. Um garçom ao pé da mesa, mais propriamente enchendo o meu prato todas as vezes que ele esvaziava. O garçom queria namorar com a gente. Asseyes vouz, garçon.Brincadeira. Na verdade era um escravo pago pra trabalhar de madrugada nesses empregos desleais. Provavelmente tinha raiva de estar ali. A mulher o esperava em casa e servir a um jovem casal deveria ser pedante.
Não me senti muito a vontade naquele lugar, embora a comida fosse ótima. O problema era só o serviço demasiado prestativo do garçon. Vou me ater a nós. Nós.Agora nascemos no plural.
No carro um abraço. No carro umas palavrinhas tímidas, que juntas, formaram isso que chamamos de frase e, nesse caso, pedido de namoro (ou intimação) : A partir de agora você é minha namorada.
Minha cabeça voou nas asas de um pássaro perdido, depois voltou, cambaleante : Eu quero, achei que você não fosse pedir! O desespero eufórico era , de fato, puro desespero. Eu sei do quê. Por quê pensou que eu não fosse pedir?, disse ele.Eu respondi algo muito inseguro e ele replicou: Pra mim a gente já tava namorando a muito tempo. Ufaaaaaaa. Ele quer isso de verdade, eu percebí. Então vamos.
Sendo ele o filho não nascido, mas escarrado o Chico Buarque – coisa que ele não suporta-, falou como o tal, dias à frente sobre Construção.Mas não era aquela letra famosa. O discurso soava como comida caseira, sabe? Parece ridículo dizer isso, mas era como se eu sentisse uma segurança duradoura, daquelas que só existem em almoços de domingo com a mesa cheia. ''Eu quero construir sonhos e buscar obejtivos em comum . Eu sei que com você vale a pena.'' Pôrra, que mulher não sonha com isso? Há quanto tempo eu espero por isso? Bom, é muito provável que eu esteja no caminho certo. Caso contrário, é mais um dos atraentes precipícios que beirei na vida.
O que eu sei de tudo isso é que tem muito a ver com o que eu sempre quis.O nós é muito presente nele e isso me cativa. O cuidado me cativa, a calma também. Conto os dias pra vê-lo novamente, numa espécie de '' fecundação de amor'' e que em breve, me engravidará.
Ele me encontrou/Eu tava por aí/Num estado emocional tão ruim/Me sentindo muito mal./Perdido, sozinho/Errando de bar em bar/Procurando não achar/Ele demonstrou tanto prazer/De estar em minha companhia/Que eu experimentei/Uma sensação/Que até então não conhecia/De se querer bem/De se querer quem se tem/E Ele me faz tão bem!/Que eu também quero/Fazer isto por ele...
Pra você, barba
Luzinha!
Se você leitor já teve contato com 'Brida' de Paulo Coelho, continue a leitura. Caso contrário, não facilitarei o texto pra que você entenda minhas subejtividades.
Sabe aquela luzinha que brilha ao lado superior direito da cabeça de uma pessoa? Então é sobre ela que eu vou falar.
Li 'Brida' aos 8,9 anos de idade. Era um livro que pertencia à tia Ane, hoje falecida. A capa era interessante e lá no interior do Paraná o maior nome em romance que se conhecia era o de Coelho. Me interessei, peguei emprestado da tia e li nas minhas férias que passava aqui em sampa. Por coincidência no mesmo quintal onde hoje moro. Voltas que a vida dá, vai entender.
Brida é uma bruxa wicca e aprende alguns segredos da vida e do amor naquela filosofia ritualística e simbológica que pratica.Ela sabe que a sua grande busca significa encontrar o portador dessa tal luzinha e vai atraz dele. Ela o identifica. Ela se alegra. Ela se satisfaz. Satisfação essa de todos aqueles que encontram o que procuram , e percebem : a busca acabou.
No entato no caminho de Brida não existem possibilidades para que ela siga essa luz. E descobrir isso gera muito sofrimento e a coloca diante de decisões altruístas, logo muito difíceis.
Num dado momento o dono da luz entrega Brida à vida. E ela vai.
A garota descobre que o grande prazer não era 'possuir', nem tampouco seguir a luz, mas sim, tê-la encontrado.
A jovem bruxa parte feliz e pensa consigo :- Puxa, como tenho sorte!
Sabe aquela luzinha que brilha ao lado superior direito da cabeça de uma pessoa? Então é sobre ela que eu vou falar.
Li 'Brida' aos 8,9 anos de idade. Era um livro que pertencia à tia Ane, hoje falecida. A capa era interessante e lá no interior do Paraná o maior nome em romance que se conhecia era o de Coelho. Me interessei, peguei emprestado da tia e li nas minhas férias que passava aqui em sampa. Por coincidência no mesmo quintal onde hoje moro. Voltas que a vida dá, vai entender.
Brida é uma bruxa wicca e aprende alguns segredos da vida e do amor naquela filosofia ritualística e simbológica que pratica.Ela sabe que a sua grande busca significa encontrar o portador dessa tal luzinha e vai atraz dele. Ela o identifica. Ela se alegra. Ela se satisfaz. Satisfação essa de todos aqueles que encontram o que procuram , e percebem : a busca acabou.
No entato no caminho de Brida não existem possibilidades para que ela siga essa luz. E descobrir isso gera muito sofrimento e a coloca diante de decisões altruístas, logo muito difíceis.
Num dado momento o dono da luz entrega Brida à vida. E ela vai.
A garota descobre que o grande prazer não era 'possuir', nem tampouco seguir a luz, mas sim, tê-la encontrado.
A jovem bruxa parte feliz e pensa consigo :- Puxa, como tenho sorte!
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Eu queria ser pequena
Caber nos teus braços
Abrigada em teu seio
Suspirar
Queria um mundo apresentado num domingo de piquenique
Uma bronca, ou até uma surra
Queria tudo aquilo que me fizesse frágil, metade
Metade sua, outra do pai
Metade vida, outra sonho
Queria um sorriso tristonho
minha meninice traduzida
desvendada
num mistério de entender o porquê das coisas
e sem entender
sem saber
sem questionar
esse porquês
Meus porquês não cessam
Minha velhice tombada n'alma
me cobra a gentileza
e a leveza
que deveria ser
Obrigado mãe, obrigado pai
Um dia eu fui menina
Um dia eu fui tão menos
No mais que eu julgo não querer
e esquecer.
Caber nos teus braços
Abrigada em teu seio
Suspirar
Queria um mundo apresentado num domingo de piquenique
Uma bronca, ou até uma surra
Queria tudo aquilo que me fizesse frágil, metade
Metade sua, outra do pai
Metade vida, outra sonho
Queria um sorriso tristonho
minha meninice traduzida
desvendada
num mistério de entender o porquê das coisas
e sem entender
sem saber
sem questionar
esse porquês
Meus porquês não cessam
Minha velhice tombada n'alma
me cobra a gentileza
e a leveza
que deveria ser
Obrigado mãe, obrigado pai
Um dia eu fui menina
Um dia eu fui tão menos
No mais que eu julgo não querer
e esquecer.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Dimanche Toujours
Numa rua de nome composto
Metade religiosa
Metade utensílio doméstico
Um frio que não assustava, uma lua que brilhava
Nossos cigarros, nossos goles
Tudo nascia num sorriso e terminava num olhar
Timidez, medo, insegurança
Será? Será?
Mas já ? Mas já ?
Desejo de fuga
de fugir de você
me esconder em você
pra não te perder
Um filme sobre um contador de histórias
cocovants, cigarretes, Febem, filhos, Amor, M I L A G R E S
umas lágrimas minhas, um abraço de consolo seu
Seus m&m's, minha pipoca salgada
Nosso refrigerante
A despedida
o possível táxi
seu cuidado absurdo que me constrange
os seus beijos
um beijo meu mandado a distancia
uma semana esmagadora
lenta, irreversível
até que a vida presenteie a gente de novo
e comemoraremos
o que eu ganhei
e que você ainda não sabe
Legítimo.
Assim como foi pra você
foi pra mim.
O cheiro fica e me visita até que você reapareça.
Metade religiosa
Metade utensílio doméstico
Um frio que não assustava, uma lua que brilhava
Nossos cigarros, nossos goles
Tudo nascia num sorriso e terminava num olhar
Timidez, medo, insegurança
Será? Será?
Mas já ? Mas já ?
Desejo de fuga
de fugir de você
me esconder em você
pra não te perder
Um filme sobre um contador de histórias
cocovants, cigarretes, Febem, filhos, Amor, M I L A G R E S
umas lágrimas minhas, um abraço de consolo seu
Seus m&m's, minha pipoca salgada
Nosso refrigerante
A despedida
o possível táxi
seu cuidado absurdo que me constrange
os seus beijos
um beijo meu mandado a distancia
uma semana esmagadora
lenta, irreversível
até que a vida presenteie a gente de novo
e comemoraremos
o que eu ganhei
e que você ainda não sabe
Legítimo.
Assim como foi pra você
foi pra mim.
O cheiro fica e me visita até que você reapareça.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Aquário
dôce e leve brisa
calma
agita
enfeitiça
vento, sensibilidade, calor
nova idade
brincamos ainda
superfície cristalina
inda menina, menina
corre comigo
desvenda
abraça
assim, só,
isso.
aquilo que é
translúcido e transparente:
Você. Aquário.
Num canto, num gesto ,
nos olhos
aonde lá, distante,
nasce um mistério
eu. Sereia.
Paredes delicadas de vidro abrigam um mar tempestuoso e forte.
Numa mistura de calma e cólera.
Como se todas as balanças e seus pesos se equilibrassem.
Em aquário nasceu
todo aquele mar
que a sereia precisava pra amar.
calma
agita
enfeitiça
vento, sensibilidade, calor
nova idade
brincamos ainda
superfície cristalina
inda menina, menina
corre comigo
desvenda
abraça
assim, só,
isso.
aquilo que é
translúcido e transparente:
Você. Aquário.
Num canto, num gesto ,
nos olhos
aonde lá, distante,
nasce um mistério
eu. Sereia.
Paredes delicadas de vidro abrigam um mar tempestuoso e forte.
Numa mistura de calma e cólera.
Como se todas as balanças e seus pesos se equilibrassem.
Em aquário nasceu
todo aquele mar
que a sereia precisava pra amar.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Num acidente de sexta-feira...
O poeta se conta em suas medíocres palavras ensaiadas. Não há nada de novo em sua poesia. Apenas cacos. Retratos diminutos duma paisagem sobreposta à própria vida.
O poeta volta a sorrir e abandona o próprio verso. Quantas palavras já escritas sem amor, que não possuem mais a circunstância da própria existência? Muitas.
O poeta saiu desapercebido dos acidentes que a vida tráz pra salvá-lo, não é assim que você o ensinou ?
O poeta se despede de si numa sexta-feira. O poeta encontra uns olhos tão iguais numa noite. O poeta decide, sua hora chegou.
A poesia nos ensina tudo sobre sentimentos. Assim o poeta aprendeu. No entanto, a efemeridade da letras e suas significâncias se perdem numa noite. Num sábado depois da sexta.
O mundo reviu o sorriso do poeta. Dizem que o poeta foi abençoado. Que assim seja. Que o sofrer seja minimamente impresso em suas letras de novo.
E o poeta ouve Nina Simone, ele lançou sobre você um encanto. O mesmo encanto que Nina lançou na vida dele.
Agora você é dele.
I put a spell on you because you're mine.
O poeta volta a sorrir e abandona o próprio verso. Quantas palavras já escritas sem amor, que não possuem mais a circunstância da própria existência? Muitas.
O poeta saiu desapercebido dos acidentes que a vida tráz pra salvá-lo, não é assim que você o ensinou ?
O poeta se despede de si numa sexta-feira. O poeta encontra uns olhos tão iguais numa noite. O poeta decide, sua hora chegou.
A poesia nos ensina tudo sobre sentimentos. Assim o poeta aprendeu. No entanto, a efemeridade da letras e suas significâncias se perdem numa noite. Num sábado depois da sexta.
O mundo reviu o sorriso do poeta. Dizem que o poeta foi abençoado. Que assim seja. Que o sofrer seja minimamente impresso em suas letras de novo.
E o poeta ouve Nina Simone, ele lançou sobre você um encanto. O mesmo encanto que Nina lançou na vida dele.
Agora você é dele.
I put a spell on you because you're mine.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
O revés de Pierrot
Era amor sem dissabor
Amor redentor
Porto seguro sempre buscado
Nunca antes encontrado
E nos intermitentes espaços férteis da felicidade
Sofri o revés da vitória, da felicidade
Me descobri um dia no espelho a derrota
Me assustei, era eu o revés de Arlequim
Roubei de ti a tua Colombina , ó Pierrot
Sobreveio a ti, fúria, ódio e imensa dor
Mas Colombina bem sabia
Eu lhe daria alegria
E não seria falho como foi
Pierrot
Eu era Arlequim
Côrte real, nome e família
Início , meio e fim
Tu não passavas de migalhas
Homem pobre e sem renome
Desajeitado e alma tôrpe
Tu não merecias quem quer que fosse.
Colombina comigo foi feliz
Dei-lhe tudo quanto quis
E a tua foto em seu colar
De carinhos e beijos meus
Fiz desbotar e descolar
Tu já não existias mais
E a minha amada Colombina
Foi desposada inda menina
E pétala por pétala me pertenceu
Ri-me por dentro
Lembrei de ti, abandonado ao relento
Pobre Pierrot a ele não restará nenhum pudor
E a fiz em tudo que queria
Noite e dia
E quanto mais eu fazia
Mais se ardia
E eu advertia:
Não me cobres a vindoura cria!
Abusada e usada
Colombina desgastada
Só sobreou-lhe a sombra bela
De resto era imunda e velha
Já não buscava seu brilho polido
A Pierrot vou entregá-la
Suja, velha e muito usada
O coitado teme às traças
Será útil a velha como companheira
Em sua desgraça.
Pierrot no dissabor
Solitário, abandonado e sem amor
Chega-lhe toda arrependida
Mal amada e carcomida
A bela lembrança se tornara vulto
Era Colombina.
Sabido de sua desgraça
Ajeitado e intimo à todas as suas mazelas
Gritou-lhe Pierrot:
Cale a boca, passada e falsa donzela.
Não desejo tua compania
A sarjeta tem mesido grata
Me acolhido em noites fartas
Que passei por ti a chorar, sem pensar.
Hoje te vejo devolvida
Mal tratada e sofrida
E te entrego o teu lugar:
Abraça-te a este cachorro
Que não te negará socorro
Nem tampouco se enojará.
Vou- me embora com Arlequim
Que fizeste o melhor por mim
Quando de uma mentira me livrou.
Amor redentor
Porto seguro sempre buscado
Nunca antes encontrado
E nos intermitentes espaços férteis da felicidade
Sofri o revés da vitória, da felicidade
Me descobri um dia no espelho a derrota
Me assustei, era eu o revés de Arlequim
Roubei de ti a tua Colombina , ó Pierrot
Sobreveio a ti, fúria, ódio e imensa dor
Mas Colombina bem sabia
Eu lhe daria alegria
E não seria falho como foi
Pierrot
Eu era Arlequim
Côrte real, nome e família
Início , meio e fim
Tu não passavas de migalhas
Homem pobre e sem renome
Desajeitado e alma tôrpe
Tu não merecias quem quer que fosse.
Colombina comigo foi feliz
Dei-lhe tudo quanto quis
E a tua foto em seu colar
De carinhos e beijos meus
Fiz desbotar e descolar
Tu já não existias mais
E a minha amada Colombina
Foi desposada inda menina
E pétala por pétala me pertenceu
Ri-me por dentro
Lembrei de ti, abandonado ao relento
Pobre Pierrot a ele não restará nenhum pudor
E a fiz em tudo que queria
Noite e dia
E quanto mais eu fazia
Mais se ardia
E eu advertia:
Não me cobres a vindoura cria!
Abusada e usada
Colombina desgastada
Só sobreou-lhe a sombra bela
De resto era imunda e velha
Já não buscava seu brilho polido
A Pierrot vou entregá-la
Suja, velha e muito usada
O coitado teme às traças
Será útil a velha como companheira
Em sua desgraça.
Pierrot no dissabor
Solitário, abandonado e sem amor
Chega-lhe toda arrependida
Mal amada e carcomida
A bela lembrança se tornara vulto
Era Colombina.
Sabido de sua desgraça
Ajeitado e intimo à todas as suas mazelas
Gritou-lhe Pierrot:
Cale a boca, passada e falsa donzela.
Não desejo tua compania
A sarjeta tem mesido grata
Me acolhido em noites fartas
Que passei por ti a chorar, sem pensar.
Hoje te vejo devolvida
Mal tratada e sofrida
E te entrego o teu lugar:
Abraça-te a este cachorro
Que não te negará socorro
Nem tampouco se enojará.
Vou- me embora com Arlequim
Que fizeste o melhor por mim
Quando de uma mentira me livrou.
O revés de Arlequim
A sombra dos teus cabelos escrevia o nosso nome
E teus dedos brincavam com os meus
Tu lias o meu sorriso
Eu a ti chamava paraíso
Mas tu me fechaste em mim
Me pintaste na cara Arlequim
E Arlequim em mim
Mora todos os dias
Você pintou em mim a máscara do Arlequim
Você forjou em mim a tristeza do Arlequim
Você fez essa lágrima nascer em ti
E mudar pra mim.
Arlequim sabe que não é assim
Arlequim sabe que é belo querubim
Sonho de todas as Musas de Vênus
senão antes, agora sim!
Mas Arlequim não sabe o que mais quer
Se deseja aprisionar-se neste eterno mal-me-quer
Ou se retomas a bela face da esplendida mulher...
que é.
E teus dedos brincavam com os meus
Tu lias o meu sorriso
Eu a ti chamava paraíso
Mas tu me fechaste em mim
Me pintaste na cara Arlequim
E Arlequim em mim
Mora todos os dias
Você pintou em mim a máscara do Arlequim
Você forjou em mim a tristeza do Arlequim
Você fez essa lágrima nascer em ti
E mudar pra mim.
Arlequim sabe que não é assim
Arlequim sabe que é belo querubim
Sonho de todas as Musas de Vênus
senão antes, agora sim!
Mas Arlequim não sabe o que mais quer
Se deseja aprisionar-se neste eterno mal-me-quer
Ou se retomas a bela face da esplendida mulher...
que é.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Anjo Negro
Uma das mãos sobre o meu quadril.
A força estampada nas pontas brancas dos dedos negros.
Não consigo, por mais que eu tente, desvenciliar-me dele. É tão gostoso.
Ele me suga, me devora. A voracidade com a qual ele se mostra me deixa frágil.
Não, não consigo reagir. Qualquer reação diante dele estragaria tudo. Apenas sigo seu ritmo, entorpecida, desejando que jamais acabe.
Ele me toma em seus braços e me aperta enquanto me morde os ombros. Começo a achar graça dele. Sorrio. Num repente de fúria ele se encaixa em mim, que mais eu quero? Apenas que ele continue.Posso ouvir sua voz e ela entra em lugares que me fazem tremer. É tudo tão voraz. Me submeto a ele a fim de que ele extraia mais do que eu em mim. Espero.
Os braços que há pouco me enlaçaram já emolduram meus seios e sua lingua pincela meus mamilos....seu semblante diz: fome. A ele chamamos : desejo.
E mais a dança se faz, e mais tenho que contemplá-lo. O vigor com desenha oitos dentro de mim é incansável. Mas ele cansa e o seu cansaço não é paz... Mergulha entre meus seios e a coreografia de lábios,lingua e dentes são levadas pela melodia que criamos : as vozes estupidamente embriagadas à procura do fim.
Quanto mais a procura se instala e se refaz, mais temo o fim do mesmo modo que o desejo. No entanto, penso: Começaremos tudo de novo. Que venha o fim!
E mais chêga o limite que ele gosta. Que eu procuro. Eu só quero dar-me. Como a nenhum outro me dei, porque até ali nunca havia chêgo.
E as minhas mãos, a minha voz, lìngua, boca, pêlos, seios,quadris e vagina. Nada detém seu desejo. O meu fingido que é, diz estar findo. Não, não.... eu quero mais.
Queremos.
E a noite quanto mais se repete mais eu desejo. E ele me apresenta o rei da noite de modo que eu não posso rejeitá-lo...não há motivo. A minha fome, a minha estúpida e incontida sede vai em sua busca. E quanto mais nos confundimos entre nós, mais as mãos dele tecem os melhores nós que meus cabelos tiveram. E lágrimas escorrem no mesmo minuto que o ar me falta....Um homem daquele num estado febril em função da minha boca molhada...A conquista cresce da mesma forma que o fim surge.
Terminamos na última noite. Ele se despede. Estou cansada.
No entanto não quero sonhar mais,pelo menos hoje não.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Primeiras Lembranças
Perninhas brancas, cheias de feridas balançando num banco de lanchonete.
Cabelos encaracolados dourados, mãos grandes e alegria...:
Ia visitar a Carol!
"Papai, quero um guaraná antartica."
Ele pagava e eu tomava o guaraná toda feliz.
Cabelos encaracolados dourados, mãos grandes e alegria...:
Ia visitar a Carol!
"Papai, quero um guaraná antartica."
Ele pagava e eu tomava o guaraná toda feliz.
terça-feira, 26 de maio de 2009
As Horas
Ele tinha sempre uma mania de falar das horas:
"São duas da tarde e ainda não fiz isso." "São oito da noite e não comprei aquilo. "
O tempo dele era aquele conjunto de fragmentos fomentados por um ponteiro arbitrário.Desleal.
E se tornava escravo de cada gominho perdido e deixado pra trás. Pra ele o comando das horas ficava à cabo do cuco. Talvez fosse um beija-flor, talvez um joão de barro. Eu garanto que deveria ser um desses passaros de países nórdicos...ou talvez um bicho de estimação de lord inglês, tamanha frieza e pontualidade.
A ele se faziam presentes os avisos do pássaro. O bicho era em resina e mesclava um azul com verde dando um tom metálico a ave. De fato a beleza era grande e a compania que o bicho de mentira fazia também.
Para que não se perdesse no tempo empunhava um relógio de tamanho médio e cor discreta. Deveriam ser neutros o tom, os números e os ponteiros. A exigência com a qual o pequeno aparelho levava a vida dele era exímia.
De passo em passo se ouvia o tic-tac possessivo do acessório. De passo em passo se corria em frequencias cerebrais uma agitação e uma excitação. :“Estou em cima da hora” E mais substantivos que se complementavam num prelúdio de caos emocional:” Reunião. Chefe. Fome. Tensão.”
E mais um dia se passava e àquela pressão toda se esvaia num copo de café-com-leite assistindo o último desenho animado de sua série preferida “O máscara”.
Não tinha um perfil sensível, tampouco parecia infantil. Aquele era um traço que ficara de não se sabe da onde.
Cuco-Cuco-Cuco (!!!!!!!!!!)_
Não, não deveria ver desenhos. Era uma perda de tempo inexorável, coisa desnecessária de gente que não tem o que fazer.Melhor mesmo era pensar no seu discurso de amanha. Uma banca de executivos, uma gravata chumbo apertada e os dedos do pé uns sobre os outros. Ele demonstrava sua tensão espremendo os dedos do pé. Não que o sapato fosse apertado. O problema ia além. Ele era orgulhoso demais pra suar ou ficar ruborizado.
Dormiu uma noite tranquila até. Novamente o regulador o acorda. Ele desperta, desajeitado e sem vontade. No rosto a expressão é vazia, é como se o verbo “anular” tivesse rosto.O rosto era dele. Um homem anulado, um homem coisificado, controlado por um sistema que media sua própria vida num ciclo matemático falho.
Passos arrastados. Neste dia não há prelúdio de nada. Nada que lembre o homem nele. Ele apenas se veste, um zumbisnessman, ou melhor, um 'sobrevivo'.
Anda pelas ruas apressado. O contato com outros seres-humanos é escasso, desgastado. Existem pra ele a garçonete da lanchonete, sua secretária, a mãe insuportável e distante e um motorista de taxi . Motorista este que o leva quando seu comandante preso ao pulso demonstra algum atraso irreparável de mínimas fatias de tempo. Quiçá sete, oito minutos.
E à morte ele é tão desinteressante. Ela jamais o espreitou...”um homem como ele, desprezível, não é merecedor de qualquer acontecimento sobrenatural”.
A reunião vai as tantas. O relógio utilizou todos os seu espaço de tempo naquele dia. O ponteiro saiu cansado de trabalhar e governá-lo.
O acessório empunhado estava enfraquecendo e talvez fosse só a bateria.
O homem não percebeu e como de praxe, esperou que o Cuco garantisse seu despertar e que o marcador de pulso confirmasse a hora.
O cuco gritou, cucou, ardeu em cólera e o homem permanecia estático em decúbito dorsal. Já era a prévia de um laudo de morte. Como num sono de bêbado ele levantou uma das pestanas – ensaiava um abrir de olhos- e visualizou o mostrador do relógio. Inda marcavam 4 horas a mais de sono.Dormiu.
Cuco- Cuco- Cuco (!!!!!!!!!!!!!!!!!)
Algumas horas depois- se dirigiu até o santuário que governava sua vida, Cuco azul- esverdeado- metálico, meio lord, seu controlador. Havia algo de errado. Os ponteiros do relógio de pulso estavam incoerentes. O sol ardia e os ponteiros marcavam inda 3:00 a.m.
Não foi o cuco que o traira. A bateria do relógio de pulso havia acabado e ele não se apercebeu. No homem nasceu um sentimento. Era uma raiva de si mesmo. Ele caíra do pedestal egoísta que se colocara.
Se irritou, esbravejou, lançou o relógio da mão esquerda ao chão. Uma cena maravilhosa de se ver. Algo no homem o fazia humano, mesmo que fosse uma revolta ridícula como aquela.
Já havia perdido o horário do trabalho. O café acabara em sua casa. Decidiu sair pra comprar. Não tirou as meias tampouco penteou o cabelo. Remelas, baba, cabelos bagunçados, um furo na meia. Sentou-se na praça florida em frente à sua casa – que jamais fora antes- abriu a tampa do café. Bebeu. O relógio ficara no chão da sala e o sol não marcava as horas. O sol – ele percebeu- marcava dias. Permaneceu ali como quem jamais iria embora. Talvez não fosse.
"São duas da tarde e ainda não fiz isso." "São oito da noite e não comprei aquilo. "
O tempo dele era aquele conjunto de fragmentos fomentados por um ponteiro arbitrário.Desleal.
E se tornava escravo de cada gominho perdido e deixado pra trás. Pra ele o comando das horas ficava à cabo do cuco. Talvez fosse um beija-flor, talvez um joão de barro. Eu garanto que deveria ser um desses passaros de países nórdicos...ou talvez um bicho de estimação de lord inglês, tamanha frieza e pontualidade.
A ele se faziam presentes os avisos do pássaro. O bicho era em resina e mesclava um azul com verde dando um tom metálico a ave. De fato a beleza era grande e a compania que o bicho de mentira fazia também.
Para que não se perdesse no tempo empunhava um relógio de tamanho médio e cor discreta. Deveriam ser neutros o tom, os números e os ponteiros. A exigência com a qual o pequeno aparelho levava a vida dele era exímia.
De passo em passo se ouvia o tic-tac possessivo do acessório. De passo em passo se corria em frequencias cerebrais uma agitação e uma excitação. :“Estou em cima da hora” E mais substantivos que se complementavam num prelúdio de caos emocional:” Reunião. Chefe. Fome. Tensão.”
E mais um dia se passava e àquela pressão toda se esvaia num copo de café-com-leite assistindo o último desenho animado de sua série preferida “O máscara”.
Não tinha um perfil sensível, tampouco parecia infantil. Aquele era um traço que ficara de não se sabe da onde.
Cuco-Cuco-Cuco (!!!!!!!!!!)_
Não, não deveria ver desenhos. Era uma perda de tempo inexorável, coisa desnecessária de gente que não tem o que fazer.Melhor mesmo era pensar no seu discurso de amanha. Uma banca de executivos, uma gravata chumbo apertada e os dedos do pé uns sobre os outros. Ele demonstrava sua tensão espremendo os dedos do pé. Não que o sapato fosse apertado. O problema ia além. Ele era orgulhoso demais pra suar ou ficar ruborizado.
Dormiu uma noite tranquila até. Novamente o regulador o acorda. Ele desperta, desajeitado e sem vontade. No rosto a expressão é vazia, é como se o verbo “anular” tivesse rosto.O rosto era dele. Um homem anulado, um homem coisificado, controlado por um sistema que media sua própria vida num ciclo matemático falho.
Passos arrastados. Neste dia não há prelúdio de nada. Nada que lembre o homem nele. Ele apenas se veste, um zumbisnessman, ou melhor, um 'sobrevivo'.
Anda pelas ruas apressado. O contato com outros seres-humanos é escasso, desgastado. Existem pra ele a garçonete da lanchonete, sua secretária, a mãe insuportável e distante e um motorista de taxi . Motorista este que o leva quando seu comandante preso ao pulso demonstra algum atraso irreparável de mínimas fatias de tempo. Quiçá sete, oito minutos.
E à morte ele é tão desinteressante. Ela jamais o espreitou...”um homem como ele, desprezível, não é merecedor de qualquer acontecimento sobrenatural”.
A reunião vai as tantas. O relógio utilizou todos os seu espaço de tempo naquele dia. O ponteiro saiu cansado de trabalhar e governá-lo.
O acessório empunhado estava enfraquecendo e talvez fosse só a bateria.
O homem não percebeu e como de praxe, esperou que o Cuco garantisse seu despertar e que o marcador de pulso confirmasse a hora.
O cuco gritou, cucou, ardeu em cólera e o homem permanecia estático em decúbito dorsal. Já era a prévia de um laudo de morte. Como num sono de bêbado ele levantou uma das pestanas – ensaiava um abrir de olhos- e visualizou o mostrador do relógio. Inda marcavam 4 horas a mais de sono.Dormiu.
Cuco- Cuco- Cuco (!!!!!!!!!!!!!!!!!)
Algumas horas depois- se dirigiu até o santuário que governava sua vida, Cuco azul- esverdeado- metálico, meio lord, seu controlador. Havia algo de errado. Os ponteiros do relógio de pulso estavam incoerentes. O sol ardia e os ponteiros marcavam inda 3:00 a.m.
Não foi o cuco que o traira. A bateria do relógio de pulso havia acabado e ele não se apercebeu. No homem nasceu um sentimento. Era uma raiva de si mesmo. Ele caíra do pedestal egoísta que se colocara.
Se irritou, esbravejou, lançou o relógio da mão esquerda ao chão. Uma cena maravilhosa de se ver. Algo no homem o fazia humano, mesmo que fosse uma revolta ridícula como aquela.
Já havia perdido o horário do trabalho. O café acabara em sua casa. Decidiu sair pra comprar. Não tirou as meias tampouco penteou o cabelo. Remelas, baba, cabelos bagunçados, um furo na meia. Sentou-se na praça florida em frente à sua casa – que jamais fora antes- abriu a tampa do café. Bebeu. O relógio ficara no chão da sala e o sol não marcava as horas. O sol – ele percebeu- marcava dias. Permaneceu ali como quem jamais iria embora. Talvez não fosse.
Ele e outros homens - Zé
Contando histórias eu conto minha vida, meus desejos, meus pequenos ratos que corroem a alma.
Marina é o nome da mulher que eu mais amei. E como amei Marina. Amava tanto e era só olhar pra ela que o mundo se acendia como em dia primeiro do ano. Fogos, estouros e faíscas. Um amor de bichos iguais. Um amor de bichos gêmeos.
Com Marina não tinha tempo ruim, cama ruim, sorriso ruim, festa ruim. Ela se alegrava por mim, eu me alegrava por ela.Bastava.
Penso em Marina como quem pensa em sonhos. Sonhos são aquilo que as vezes amaríamos viver, noutras odiamos tanto que o melhor é esquecer.
A menina me fazia presente em tudo. Me ligava um botão de vida que nem eu sei aonde é que fica. A menina me ensinou o valor do companheirismo e nisso nunca ninguém ganhou dela. Era minha companheira. Em tudo.
Hoje as bandas são outras. Marina voltou pra minas, e a cachaça não muda o sabor da vida. Não mudou nunca- apenas era ilusão de tempo, velhice, teor-, a cachaça é apenas necessária.
Necessário é acordar e escrever sobre feridas. Sobre como tenho feridas que são tão minhas e não dependem de ninguém. Nem de Marina, nem da cachaça.
E mesmo que a pinga não me ficasse como arrimo. E mesmo que Marina se casasse com outro homem.
Mesmo assim eu ainda teria um cenho franzido e uma vida pouco viviva. Pouco aproveitada.
O sabor com o qual eu convivo hoje é o mesmo que tem as velhas raízes no deserto.
Pó, secura, aridez.... talhos que ultrapassaram o limite do sangue. O limite da vida.
E essa procura que em mim se instalou não tem outro nome senão o meu.
A doçura com a qual Marina me olhava, morará em mim enquanto ainda for possível a condição do ser. Do estar.
E a cachaça desce doída, como desce macia. Depende do dia, do diabo.
Deus já não se ocupa dos perdidos.
Marina é o nome da mulher que eu mais amei. E como amei Marina. Amava tanto e era só olhar pra ela que o mundo se acendia como em dia primeiro do ano. Fogos, estouros e faíscas. Um amor de bichos iguais. Um amor de bichos gêmeos.
Com Marina não tinha tempo ruim, cama ruim, sorriso ruim, festa ruim. Ela se alegrava por mim, eu me alegrava por ela.Bastava.
Penso em Marina como quem pensa em sonhos. Sonhos são aquilo que as vezes amaríamos viver, noutras odiamos tanto que o melhor é esquecer.
A menina me fazia presente em tudo. Me ligava um botão de vida que nem eu sei aonde é que fica. A menina me ensinou o valor do companheirismo e nisso nunca ninguém ganhou dela. Era minha companheira. Em tudo.
Hoje as bandas são outras. Marina voltou pra minas, e a cachaça não muda o sabor da vida. Não mudou nunca- apenas era ilusão de tempo, velhice, teor-, a cachaça é apenas necessária.
Necessário é acordar e escrever sobre feridas. Sobre como tenho feridas que são tão minhas e não dependem de ninguém. Nem de Marina, nem da cachaça.
E mesmo que a pinga não me ficasse como arrimo. E mesmo que Marina se casasse com outro homem.
Mesmo assim eu ainda teria um cenho franzido e uma vida pouco viviva. Pouco aproveitada.
O sabor com o qual eu convivo hoje é o mesmo que tem as velhas raízes no deserto.
Pó, secura, aridez.... talhos que ultrapassaram o limite do sangue. O limite da vida.
E essa procura que em mim se instalou não tem outro nome senão o meu.
A doçura com a qual Marina me olhava, morará em mim enquanto ainda for possível a condição do ser. Do estar.
E a cachaça desce doída, como desce macia. Depende do dia, do diabo.
Deus já não se ocupa dos perdidos.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Música
amo essa música....desde bem pequena quando comecei a ouvir ela.
Alanis, sua voz, sua composição, o piano melancólico no começo, os violinos acompanhando numa melodia absurda e a bateria cheia de agressividade.
Perfeito!
Uninvited
Like anyone would be
I am flattered by your fascination with me
Like any hot blooded woman
I have simply wanted an object to crave
But you
You're not allowed
You're uninvited
An unfortunate slide
Must be strangely exciting
To watch the stoic squirm
Must be somewhat hard-telling
To watch shepard meet shepard
But you
You're not allowed
You're uninvited
An unfortunate slide
Like any unchartered territory
I must seem greatly intriguing
You speak of my love
Like you have experienced love like mine before
But this is not allowed
You're uninvited
An unfortunate slide
I don't think you unworthy
But I need a moment to deliberate
Alanis, sua voz, sua composição, o piano melancólico no começo, os violinos acompanhando numa melodia absurda e a bateria cheia de agressividade.
Perfeito!
Uninvited
Like anyone would be
I am flattered by your fascination with me
Like any hot blooded woman
I have simply wanted an object to crave
But you
You're not allowed
You're uninvited
An unfortunate slide
Must be strangely exciting
To watch the stoic squirm
Must be somewhat hard-telling
To watch shepard meet shepard
But you
You're not allowed
You're uninvited
An unfortunate slide
Like any unchartered territory
I must seem greatly intriguing
You speak of my love
Like you have experienced love like mine before
But this is not allowed
You're uninvited
An unfortunate slide
I don't think you unworthy
But I need a moment to deliberate
terça-feira, 19 de maio de 2009
Ela Vive
e ela vivia
e amava demais viver
se despia de tudo
e a nudez era viver
e ela tinha essa sede
que pouca gente tem
e quanto mais se conhecia, mais se amava
ela amava a vida demais
demais até para deixa-lá
pediu que se encarregasse a vida
de escolher àquela hora marcada
ela pulsava vida em tudo
no corpo, nos olhos, no carinho, no amor
ela se despiu de toda a beleza que tinha
e a vida então a amou
não importava quão bela fosse
quão inteligente
quão esperta
ela descobrira que o sentido da vida ia além disso
e tudo, tudo fluia um resultado natural e m a r a v i l h o s o
ela bebia a vida
ela devorava a vida
a dela, dos animais, do mundo
e ela jamais se sentiu pequena depois disso
ela sabe à sua VIDA
.
ela se apaixonou por ela mesma.
e depois disso,
viveu.
e depois disso
sorriu.
e depois disso
esqueceu.
e muito, muito depois disso
BRILHOU.
e amava demais viver
se despia de tudo
e a nudez era viver
e ela tinha essa sede
que pouca gente tem
e quanto mais se conhecia, mais se amava
ela amava a vida demais
demais até para deixa-lá
pediu que se encarregasse a vida
de escolher àquela hora marcada
ela pulsava vida em tudo
no corpo, nos olhos, no carinho, no amor
ela se despiu de toda a beleza que tinha
e a vida então a amou
não importava quão bela fosse
quão inteligente
quão esperta
ela descobrira que o sentido da vida ia além disso
e tudo, tudo fluia um resultado natural e m a r a v i l h o s o
ela bebia a vida
ela devorava a vida
a dela, dos animais, do mundo
e ela jamais se sentiu pequena depois disso
ela sabe à sua VIDA
.
ela se apaixonou por ela mesma.
e depois disso,
viveu.
e depois disso
sorriu.
e depois disso
esqueceu.
e muito, muito depois disso
BRILHOU.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Formiguinhas

A música postada abaixo me veio na cabeça hoje de manhã. As primeiras horas do dia são sempre reveladoras... são prelúdio de acontecimentos e sentimentos.
Sinto falta, as vezes, duma época demasiada espiritual pela qual eu passei na adolescência. Este período me deu muita coisa boa e continua dando.
Me sinto muito agradecida por Deus por todas as coisas que eu tenho. Me sinto privilegiada por estar viva.
Em verdade, é uma benção diária poder contemplar a natureza e toda a criação de Deus.
Ontem eu e o Gô estávamos passeando no parque quando nos deparamos com uma, das tantas, manifestações de Deus nas nossas vidas...
Um caminho de formiguinhas !
Sim, elas estavam em fileira levando pedacinhos de folhas e flores para o formigueiro.
Nós ficamos as admirando durante bastante tempo. Elas tinham uma organização absurda, a união então nem se fala. Foi uma das cenas mais bonitas que já vimos juntos.
Algumas formiguinhas levavam pedaços gigantes de folha, se comparados ao seu tamanho. Outras, no entanto, levavam pedaços pequeninos demais. Era uma 'comunidade' muito unida, uma célula. Cada qual na sua função, se o pedacinho caía, elas não desistiam. Equilibravam com as patinhas o fragmento de folha, e levavam até o seu esconderijo.
As minhas palavras não vão expressar nunca tamanha beleza; Por isso, aconselho você que olhe menos pra cima, pelo menos de vez em quando. Abaixar a cabeça faz com que possamos enxergar milagres, entender a nossa vida.
Tenho ganho maravilhosos presentes de aniversário, isso me deixa imensamente feliz. Mas, os melhores, sem dúvida foram os que se levam pra vida toda, como o milagre da vida impresso nas formiguinhas.
“Aprendemos a voar como pássaros. Aprendemos a nadar como peixes.
Mas não aprendemos a conviver como irmãos.” Martin Luther King Jr
Nem toda tecnologia jamais fez nascer uma formiguinha. O sopro de vida, a existência só é dada por Deus.
p.s.: Não, não voltei pra igreja...tampouco pretendo. Este lado espiritual é muito presente em mim e não o reprimo.
A música abaixo é muito animada... tem um ritmo ótimo e me passa força e espiritualidade.
Cântico de Moisés- Giovani Santos
Então cantou Moisés
E os filhos de Israel ao Senhor
Pelo que o Senhor já fez na terra de Faraó
Porque o nosso Deus gloriosamente triunfou
E fez o mar se abrir
E Israel passou
É este o meu Deus
É Ele o Deus de meu Pai
Por isso exaltarei Seu nome, é Senhor
Cada gota do mar entendeu
Que a frente do povo hebreu
Ia o grande varão de guerra, o Deus de já.
Cavalheiros de Faraó
Afundaram-se no mar
Mar Vermelho a pés enxutos pude atravessar
Pois o Senhor é a minha força
E o meu cântico,
Ele me foi por salvação
Quem é como Tu
Glorificado em Santidade
Admirável, entre os louvores de Israel
Cantai ao Senhor
Cantai ao Senhor
Porque triunfou, gloriosamente
Deus de maravilhas
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